Tempos de Memória

Tempos de Memória

Sinopse

A memória é uma força poderosa. Sem ela, não aprendemos. Sem ela, não nos relacionamos. Sem ela, somos esquecidos (em sentido duplo). Das várias possibilidades que a memória sustém, para mim, a mais fascinante é a capacidade imaginativa e, por extensão, a capacidade de narrar. Neste terreno tão fértil quanto movediço, é possível mergulhar uma madelaine em uma xícara de chá e recuperar o tempo vivido; evocar um amor perdido; andar pelos corredores de uma escola ou guiar o primeiro carro, quem sabe, um fusca 1970.

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Intangível, relacional e objetual, a memória é também espacial. Não me refiro à virtualidade ou à compartimentalização neuronal, mas aos espaços da infância. São o igarapé, a escola, a casa, a cidade de Manaus modificada vezes sem conta pelas forças históricas, estas bastante tangíveis, que se atualizam
nas crônicas de Odenildo Sena para quem vale, no face a face com perdas tão guardadas quanto os objetos e lugares, uma pequena traição a Manuel Bandeira,“como é bom viver quando se tem esperança!”.

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